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Hail to England!
A coluna de hoje foi escrita de trás pra frente, ou algo do gênero, então sem muita demora na introdução, que é a última parte escrita (ou será quando eu terminar, ou terá sido quando você estiver lendo), vamos direto aos bichinhos em questão!
Capitão Bretanha
Também chamado aleatoriamente de Capitão Britânia, o principal poder de Brian Braddock é ser irmão da X-Man seminua Psylocke. Além disso, ele é capaz de outros feitos menores como arremessar tratores, suportar tiros de bazuca, e reconstruir o continuum espaço-tempo com a lendária Excalibur. Sim, esta mesma que você está imaginando.
Nos quadrinhos, quando você se estropia em um acidente motociclístico virtualmente fatal, coisas boas sempre acontecem em seguida. Empunhando a arma do mitológico Rei Artur, as vezes literalmente, as vezes apenas figurativamente, o Capitão Bretanha tornou-se o protetor supremo da Inglaterra e fundador/líder do grupo mutante local, o Excalibur (ênfase no X... sutil, não?).
Como a coisa toda estava simplória demais, foi descoberto mais tarde que na verdade Brian era apenas um dos infinitos agentes de uma corporação interdimensional dedicada a proteger a Grã Bretanha. Bem básico.
No aspecto operacional, o set necessitava de métodos para lidar com Efeitos Constantes (equivalentes aos Encantamentos do Magic), que apesar de não serem muito numerosos, são parte integrante do jogo.
A intenção era manter este efeito nas cores originais, o Branco e Verde no caso.
Como os aspectos do Capitão Bretanha era muito simples (super força, super vigor, super resistência a roupas de lycra) ou muito complexos (todo o resto envolvendo o Amuleto da Justiça ou a Espada do Poder, os artefatos místicos de onde vêm seus dons), a oportunidade pareceu apropriada para um efeito desta natureza.
Lince Negra
A senhorita Katherine Anne "Kitty" Pryde possui a capacidade mutante de tornar a si mesma e/ou objetos tocados intangíveis, isto é, capaz de atravessarem matéria sólida como se fossem fantasmas (sua mutação não tem nada de sobrenatural, isto é apenas um exemplo ilustrativo, seu xarope...).
Sua carreira começou nos X-Men, durante a gestão de Tempestade, mas eventualmente a moça transferiu-se para o Excalibur, onde ficou a maior parte de sua cronologia relevante, até ser reincorporada à Mansão X algum tempo atrás.
Esta versão (sim, existe outra Lince Negra), foi criada tendo em mente uma carta das antigas, Forma Gasosa/Gaseous Form, e a incapacidade de Kitty de controlar plenamente seu corpo (como qualquer adolescente, mutante ou não).
Sem custos de ativação ou habilidades complicadas, Lince Negra é uma barreira fantasmagórica (sim, eu sei... xarope) bastante simples e eficiente.
Quando a carta "adulta" estiver disponível, veremos uma comparação entre as duas e ficará a cargo de cada jogador decidir em que cenários esta versão mais básica está em vantagem ou desvantagem.
Fato aleatório extra: segundo seu criador, o grande monstro sagrado John Byrne, os primeiros esboços de Kitty foram baseados em uma versão adolescente da atriz Sigourney Weaver. Beleza, hein? ;(
Magia
Oh man... Se a vida do Capitão Bretanha ou do Sapo Caco parece complicada, é porque não conhecem a história dessa garotinha. Exageros à parte, a coisa é realmente trágica aqui.
Mutante como seu(s) irmão(s) Colossus (e o quase sempre esquecido Mikhail), Illyana Nikolievna Rasputina (obrigado, wikipedia!) é capaz de criar discos de teleporte que enviam pessoas a lugares distantes.
Como muitos outros mutantes transportadores, certo? Certo? Mais errado que bater na mãe por causa de mistura.
Os aparentemente inofensivos portais usam uma charmosa dimensão paralela como escala, singelamente batizada de Limbo Demoníaco, e é desnecessário dizer que esse é um gancho absurdamente comum para os roteiristas.
Duas vezes por semana, demônios escapam por estas fendas místicas, inocentes são tragados por forças do além e almas torturadas e escravizadas passeiam como se fosse feriado. Ah, Magia ainda é capaz de viajar no tempo. Segundos, minutos, dias ou anos, para frente ou para trás, com a precisão de um rinoceronte em uma loja de cristais.
E como para o pior não há limites, resumidamente, Illyana foi raptada ainda pequena por demônios, educada em artes místicas e macabras por seres bizarros como Belasco no próprio Limbo Demoníaco, manipulada e doutrinada por sabe-se lá quanto tempo em um lugar onde o próprio tempo não faz muito sentido.
Sua idade foi alterada, para cima e para baixo, com a mesma desenvoltura com que se ajusta o termostato da geladeira. E como todo personagem de quadrinhos que se preze, ela obviamente morreu algumas (várias) vezes.
Como dito, tanto a vida quando os poderes de Magia são extremamente amplos, confusos e multi interpretados, e com uma caixa de texto com o comprimento de um braço talvez fosse possível fazer uma aproximação razoável.
Mas como este não é o caso, o foco da carta foi o poder de teletransporte, interpretado aqui sob a ótica do Lampejo, uma habilidade Branca bem característica.
W: +0/+1 é outra habilidade única da cor, e relaciona-se a um dos feitiços mais comuns invocados por Magia, a armadura mística (ou seja lá qual nome/explicação escolhida pelo roteirista em exercício).
Finalmente, o último efeito tem a mesma origem e motivo descrito acima para o Capitão Bretanha.
Também ao optar por Lampejo ao invés de outras habilidades com custo, geralmente associadas ao Azul, foi possível amarrar todo o pacote em uma única cor, simplificando um pouco a pesadelo que é a existência desta pessoa tão doce e desafortunada.
Meggan
A explicação exata dos poderes de Meggan Puceanu, que coleciona uma série de codinomes esquisitos e intraduzíveis, é um amalgama de esoterismo e pseudociência genética.
Simplificando (a cada personagem esquizofrênico descrito, a expressão perde mais seu propósito, mas enfim, continuamos tentando), a rapariga empaticamente cria ligações emocionais com todos os seres vivos, consciente ou não, e com o próprio planeta Terra, alterando sua forma física de acordo.
Esta habilidade inédita e levemente hippie foi batizada de metamorfismo empático, metamorfismo elemental ou ainda empatia elemental (aiai...).
Na prática, absorver as vibrações da mãe natureza é uma desculpa legal e diferente para voar e rasgar placas de aço como se fossem papelão.
Teoricamente, "conversando" com os elementos, Meggan pode criar furacões, provocar ou extinguir incêndios, controlar marés, disparar rajadas de energia (quem tem acesso a todos estes macro poderes logicamente pode produzir meros disparos de plasma como qualquer mutantezinho desqualificado) e todo tipo de desastre comparáveis ao El Niño.
E mais uma vez, para a manutenção da sanidade da audiência, foi escolhida a faceta mais comum e compreensível de seus poderes que também interceptava uma das mecânicas clássicas do Magic. Não é necessário agradecer, fazemos isto de coração.
Curiosidade bônus: Meggan por muito pouco não foi limada do set, apesar de ser uma personagem válida e uma carta interessante, devido à completa falta de uma boa imagem. O protótipo perambulou pelo set com um desenho horrível de Alan Davis até bem próximo da deadline dos cortes, quando miraculosamente surgiu a arte atual, cortesia da lenda viva Chris Bachalo.
Além dos quatro heróis descritos acima, é consenso comum que a formação clássica do Excalibur inclui ainda o blindado Colossus e o esguio Noturno, descritos aqui http://imaginauta.com.br/Materia.aspx?id=46, além da anomalia temporal Fênix, que aparece no terceiro bloco do XMS, Exilados!
Na próxima semana, perguntas instigantes e complexas!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
J. M. Melinski Jr.
Autor de X-Men Set (XMS) e primo distante do Papai Noel.
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